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Aborrecimento, a palavra do dia
Hoje foi um dia de merda (boa frase para se começar um post).
Acordei sem a mínima disposição para sair de casa, mas a faculdade me chamou para um dos piores dias da semana - o que não significa que os outros sejam muito melhores. Porra, aulas à tarde são o inferno na Terra! (ainda reclamarei muito mais dessas aulas) E foi assim até metade da tarde, eu com minha tradicional cara de aborrecimento, com vontade de sair distribuindo pontapés em qualquer coisa ou pessoa que estivesse em meu caminho. O dia só não foi totalmente perdido por causa da oficina do CEPIK sobre segurança na América Latina, evento incluído na Semana Acadêmica do DAECA/CERI. O CEPIK é um professor que eu gosto muito. Nas aulas do semestre passado ele chegava: "Pessoal, olha, não durmo há 72 horas e tenho que entregar amanhã um material do doutorado. Respondam essas dez questões que estão aqui (e ele apontava para uma folha de papel sobre a mesa) e entreguem na próxima aula." Mesmo assim, não sei o porquê, gosto muito dele, acho um excelente professor. As aulas dele eram muito estimulantes. Quando ele resolvia aparecer e dá-las.
Outra coisa que está rendendo bons momentos é a minha decisão de voltar a freqüentar o CAAR. Em primeiro lugar porque o ambiente é muito mais agradável que o DAECA, e e segundo, porque posso reencontrar alguns amigos que fiz no Direito, sem esquecer de mencionar os amigos que estou fazendo graças a este saudável convívio.
Só para deixar registrado, qualquer dia escreverei a razão de meu nick mais comum nos últimos três, quatro anos, e talvez faça um histórico com eles, desde o icq até a onde msn-ista que assola a rede na atualidade.
Escrito por Zen às 20h37
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Estou ficando velho, muito velho
O fim de semana foi bastante movimentado, e levou-me à conclusão que entitula este post.
O Casamento Sábado, 19:45, Café Concerto Majestic, nos altos da Casa de Cultura. É a primeira vez que um de meus amigos se casa. Sim, se casa. Já fui a casamento de alguns primos, muitos dos quais cresci brincando junto. Mas não é a mesma coisa, meus primos casados são mais velhos, enquanto os nubentes forma meus colegas de faculdade, ele com praticamente a mesma idade minha, meu grande amigo, companheiro de aventuras no RU desde 99, de conversas pró e anti-MST (cada qual defendendo um dos lados), efim, uma das grandes pessoas que tive a sorte e o prazer de travar contato durante essa existência que começa a se estender por anos sem conta. Segundo o irmão do nubente, ele entraria usando um turbante, haveria almofadões pelo chão para os convidados se sentarem, e um indiano tocando cítara. Achei a possibilidade divertida, e vindo dos noivos, não poderia duvidar que fosse verdade. Mas foi brincadeira mesmo. A festa foi bem informal, mas acredito que os pais deles colocaram alguns limites à informalidade, hehehe. Enquanto o vento permitiu e a cerimônia não terminava, permanecemos Bruno, Jaque, Feijão, Larissa e EU conversando, rindo e trazendo à tona alguns fatos deveras interessantes, embora não possa reproduzí-los aqui (eu sei que ninguém vai ler essa porcaria, mas prefiro não arriscar). Ah, e não posso esquecer de quão divertido foi redigirmos a felicitação aos recém-casados, foi hilário! O presente de casamento infelizmente não pude entregar. A Marina (a noiva) que me desculpe, mas a responsabilidade é do lesmão do Fernando, vulgo Jonas (o noivo). Há semanas ele me telefona prometendo passar aqui em casa para me entregar o convite do casamento, ocasião em que eu entregaria o referido presente. Bem capaz que ele se dignou a vir. Só na semana passada me ligou pelo menos três vezes, sendo que a última vez no sábado à tarde. Claro que ele viria aqui na tarde anterior ao casamento. Assim, nem o convite ele se deu ao trabalho de trazer, e nem o presente entreguei. Os nubentes terão que esperar terminar a lua-de-mel para recebê-lo, pois EU já vi que terei que ir à casa deles entregar, graças à inércia do Jonas.
De tudo isso concluí que estou ficando velho, muito velho, e não são apenas meus cabelos brancos. O primeiro amigo já casou, agora outros virão. Em pouco tempo será a vez dos filhos chegarem. A partir daí será o fim definitivo dos velhos tempos.
O Show O Bruno e EU saímos logo após o brinde, pois a banda do Bruno tocaria na mesma noite e o fã aqui não poderia faltar. Foi só o tempo de trocar de roupa e ligar para o Repolho, que para minha incredulidade, não furou e nos acompanhou nessa jornada. O show deveria começar à 1 h, mas a ordem das bandas foi alterada e só tocarm às 3 h! Nesse tempo, conversamos bobagens ao som de muito hardcore, às vezes bom, outras vezes muito ruim. A Avalanche Sound System (o Bruno detesta esse nome, mas foi voto vencido) mistura reaggae, ska e hardcore, o que é bem interessante, mas cansativo quando são 3 h da manhã e se está com sono, o que era o caso meu e do Repolho. Para encerrar, a já obrigatória versão de "Bella Ciao", que é do caralho! Pequena discussão de backstage, e fomos em busca do carro, que graças ao movimento terrível ficou estacionado a várias quadras do local do show. No final, valeu pelas conversas, pelo som, e por reencontrar o Bruno e o Repolho, que mesmo sendo meu vizinho é o rei do furo e assim não nos vemos muito.
O Churrasco Em casa às 4 e pouco da manhã, só fui dormir às 5 - maldita internet! Acordei às 9:30 com o telefonema do Repolho dizendo que não iria no churrasco da turma. Eis uma manifestação normal do Rei do Furo. Sonolento, peguei uma porçãozinha de chocolate (um quadrado de 50g) e fui até o ponto de encontro, de onde partiríamos para o sítio do Marcos. Ao chegar lá, só a Cris estava. Aos poucos chegaram outros, e alguns foram direto para o sítio. Outro sinal de que estou ficando velho: não lembro de um quórum tão baixo num churrasco da turma. Mesmo assim estava muito bom. Eu adoro rever os amigos que fiz nos cinco anos de Direito. Às vezes não parece, mas eu adoro eles. Óbvio que não gosto de toda a turma da faculdade, isso é impossível, mas tenho amigos que estão profundamente enraizados em meu coração - embora muitos deles não saibam disso. Muita carne, muita bebida, muita conversa. O retorno a Porto Alegre, lá pelas 8 da noite, também foi muito divertido e mereceria um post. Talvez mais adiante, para relembrar um pouco desse fim de semana ímpar.
Escrito por Zen às 08h46
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